ATLÉTICO MADRID-ESP 3
VALENCIA-ESP 2
DATA: 22/01/2022 - SÁBADO
CAMPEONATO: LA LIGA (ESPANHOL)
RODADA: 22
ESTÁDIO: WANDA METROPOLITANO (MADRID)
HORÁRIO: 17h00 (HORÁRIO DE BRASÍLIA)
EXIBIÇÃO: ESPN
Não se assuste com o título caro leitor. Assim como no futebol
de várzea onde dois vira e quatro acaba o jogo, no nosso trabalho de resenhista
amador trocadilhos baratos valem ouro.
O Atlético de Madrid veio para o seu estádio depois de duas
eliminações em copas. Para o seu inspirador no King Fahd International Stadium na
Supercopa e para o Real Sociedad na Copa do Rey (Seria o Atlético de Madrid um
antimonarquista?).
Já o Valencia venceu na Copa do Rey contra outro Atlético, o
baleares, e empatou com o Sevilla, time do topo.
O time de Madrid começa pegando forte na marcação em uma
noite de quatro graus. A bola procurava Luís Soares no início como aconteceu
aos dez minutos. E aos vinte minutos o conjunto madrilenho seguia pressionando,
fazendo a zaga do Valencia tirar do jeito que dava, até de canela.
A partir dos vinte minutos o Valencia começa a provocar
algum incômodo. Mas nada muito sério. Quando parecia que o Atlético colheria seu
gol, de tão maduro, no contra-ataque os valencianos fizeram seu gol sem culpa
alguma de Oblak. O estadunidense Yunus Musah finaliza com o pé direito do meio
da área.
Em seguida as tarjetas amarillas começam a pipocar.
Aos quarenta e quatro minutos, com assistência de Toni Lato,
a coisa endurece mais para o time da casa, Hugo Duro põe para dentro alargando
o placar e a tragédia do tristinho Atlético de Madrid, que começam a maldizer
os deuses do futebol pelo seu momento agourento.
O Valencia voltou para a segunda etapa apostando nos
contra-ataques como já vinha fazendo antes.
Mas a dureza de Simeoni se fez eficaz quando entrou Matheus
Cunha entrou no lugar de Lemar. E quando o mar não tá para peixe, basta tirar o
Lemar? Nesta partida foi sim. Pois Cunha, o brasileiro de João Pessoa foi
abrindo espaço na pequena fresta que havia na defesa do Valencia e fez o
primeiro gol depois de escanteios sucessivos, aos sessenta e quatro minutos.
Pequenos ameaços do Valencia que em nada resultaram. O goleiro
Doménech fazendo mais cera que abelha, leva a sua tarjeta da cor de pólen.
Aos oitenta e cinco parecia que o Atlético não empataria
sequer. Não apresentava novidades táticas e a defesa, ainda que um pouco mais
aberta pelo Cunha, seguia resistindo o jogo melancólico dos madrilenhos.
Mas no desespero, nos minutos finais, os colchoneros
resolveram deixar a cama melancólica e apertar os cintos, foi aí que Correa fez
o empate, incendiando a partida. Ele, assim como Cunha, entraram após o intervalo,
neste caso, o lugar do brasuca Renan Lodi, quase tinha marcado onze minutos
antes.
E o quase inacreditável aconteceu. Quase pois sabemos que no
futebol acontecem coisas, e não é somente com a Portuguesa e com o Botafogo. Quatro
minutos depois do empate, Hermoso, este desde o início, fez gol da virada. Mas
a assistência foi de Cunha que mais uma vez abriu espaço nas frestas da defesa.
O árbitro esticou a partida por mais tempo chegando aos
cento e um minutos, o que fez com que Simeoni ficasse mais inquieto na área
destinada a ele.
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