SÉRIE: ODE AOS OITO - NORTE
CAMPEONATO: SÉRIE D 2026
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| Imagem garimpada da Internet |
CAPÍTULO I
UMA LOCOMOTIVA QUE ATROPELA
Começando a jornada épica dos clubes da série C estendida
este ano a 16 grupos. Nos chamados grupos do norte temos clube tradicionais que
começam no topo dos seus grupos por causa de campanhas em anos anteriores e até
mesmo em séries superiores, ou por ser remanescentes por terem chegado na fase
de dezesseis-avos.
No grupo AMAZÔNAS-RORAIMA (A-1) Manaus começa no topo pelo
seu voo rasante que fez na série C recentemente, e seguiu com gás, vencendo o
GAS de Boa Vista no início. Ainda que a Águia esteja disputando o mesmo habitat
com seu voo vitorioso sobre o Monte Roraima. E no segundo round teve seu topo
ocupado de fato por dois bons motivos, ou seja, duas bolas em suas redes na
Arena da Amazônia.
No A-2, o Porto Velho resiste bravamente a dianteira do
grupo. Na primeira batalha, fora de casa, foi cinco a um contra o Humaitá, de
Porto Acre, e na segunda batalha foi quatro sobre o Imperador do Acre. Que
venha o touro de Tocantins.
A-3 traz a batalha ente um goiano, um camaleão no cerrado,
contra o periquito do Distrito Federal. E logo na primeira rodada o verde
invadiu o céu azul com duas bicadas do emperiquitado time dos arredores de
Brasília, que confirmou sua superioridade ao vim com o título estadual no
peito. Depois de enfrentar quem quase caiu, foi tranquilo vencer em seus
domínios quem caiu de fato.
A-4 começou com o remanescente Ceilândia que começou
empatando com o Mixto enquanto o Capital venceu em terras mato-grossenses. E o
capital continou na segunda rodada continua fazendo a festa no celeiro dos
oestinos do Centro Oeste, engoliu o operário como uma lavoura engole os
camponeses, mesmo que a várzea seja grande.
Voltando para o norte, no A-5 o Águia imperou até a
imperatriz dar suas cavalgadas diante do Oratório. Primeiro todo mundo empata
ou não joga. O verdão ocupado ainda com sua peleja doméstica não foi ao Amapá.
Depois é parado pelo próprio Águia em seus domínios. E o oratório não conseguiu
nada mais que um gol diante de três no tapete do Frei Epifânio.
A região do A-6 é um céu perfeito para um voo tranquilo para
o Sampaio Corrêa. Mas os azuis das terras cearenses lhe complicaram a rota. Com
Iguatu um empate sem gol, enquanto que o Maracanã com sua testa azulada fez
dois no inédito campeão maranhense. E na segunda volta do tempo, o papão de São
Luís não conseguiu parar o bicolor metropolitano, confirmando que todo aviador
precisa estar atento ao voo das aves.
Se o tubarão da ilha perdeu o posto para um cearense, o
tubarão da barra do A-7 perdeu para os piauienses. Primeiro, o ressurgente rato
de Teresina aproveitou-se do empate do tricolor dos trilhos diante do
Fluminense, o genérico, e depois o próprio tricolor aplainou os Altos para
chegar ao topo, ainda que o ferrão tenha superado a Coruja do Pirambu.
O também grupo nordestino A-8, tendo os dois maiorais das
terras potiguares, ainda o Sousa e seus fósseis de eras passadas, começa com o
que veio do patamar acima, mas que começou mal ao perder feio em Bonito para as
três bicadas do Maguary. Mas o arquirrival dos elefantes recuperou o posto para
o Rio Grande do Norte ao vencer o pernambucano de Caruaru, enquanto o Sousa
sossegou a cegonha no Jurassic Park do sertão.
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